Telão ao ar livre, Scorsese em BH, Buster Keaton em Curitiba, Festival de Petrópolis e os 100 melhores filmes brasileiros

Cinema outdoor

“When We Were Knights”

Aproveitando que o espírito olímpico ainda paira sobre nós, abro a coluna com uma dica de mostra que traz esporte, superação e adrenalina para o cinema. Foi confirmada a 6ª edição do Rocky Spirit, festival ao ar livre que reúne os melhores documentários de aventura produzidos recentemente no mundo com temas como mountain bike, montanhismo, trekking, slackline, escalada e meio ambiente. Mas somente São Paulo e Rio de Janeiro recebem o evento. A primeira apresentação, nos dias 3 e 4 de setembro, no Parque Ibirapuera, e a segunda, nos dias 24 e 25, em local a definir.

A mostra tem programação gratuita, num telão de 700 polegadas e traz 30 títulos inéditos com imagens em alta definição. Entre os destaques internacionais, o filme “Showdown at Horseshoe Hell”, que retrata uma competição de escalada fora do convencional, “The Great Siberian Traverse”, sobre uma expedição de esqui que cruza a ferrovia Transiberiana, e “When We Were Knights”, sobre Base Jump. Além dos filmes, as bandas Funk Como Le Gusta e Jazz na Kombi abrirão as exibições e convidados especiais estarão presentes.

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CINEFONIA – Edição #72

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Esta edição traz uma homenagem a Elke Maravilha no quadro Mulheres no Cinema. O jornalista e pesquisador Adilson Marcelino relembra a trajetória da atriz no cinema. O programa também apresenta a Resenha da série “Stranger Things“, que tem feito muito sucesso entre os assinantes da Netflix. No quadro Perfil, conheça um pouco sobre a carreira da atriz Winona Ryder, que vive uma das principais personagens da série. Além disso, saiba mais sobre a mostra dos irmãos Coen em Belo Horizonte. Tudo sempre no embalo do melhor das trilhas sonoras do cinema brasileiro.

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O Cinefonia é um programa da Rádio Inconfidência. Escute todos os sábados, às 14h no AM 880, às 18h no FM 100,9 ou online. Aqui, ele é disponibilizado toda segunda-feira. Ouça abaixo:

ENTREVISTA: Marcelo Pedroso, diretor de BRASIL S/A

Brasil S/A (2015)

“Brasil S/A” chegou ao circuito comercial no último dia 11/08, praticamente dois anos após ter ganhado cinco troféus no Festival de Brasília (Direção, Roteiro, Montagem, Som e Trilha Sonora). Escrito e dirigido por Marcelo Pedroso (do inventivo “Pacific”, documentário sobre um cruzeiro marítimo com destino a Fernando de Noronha, composto por filmagens feitas pelos próprios passageiros da viagem), “Brasil S/A” passou por diversas transformações e significações, desde a sua concepção até o recente lançamento.

É um fenômeno curioso que coloca o filme de Pedroso junto a outros dois documentários que têm o mesmo efeito de se atualizarem à luz das inesperadas, repentinas e ainda incertas mudanças que o cenário político-econômico do país atravessa desde 2013. Os outros dois filmes a que me refiro são “Um Dia na Vida” (2010), de Eduardo Coutinho (inteiramente formado por trechos de programas de TV gravados por Coutinho em 2009 e que, vistos hoje, ganham novos sentidos, novas reações por parte do espectador), e “Futuro Junho” (2015), de Maria Augusta Ramos, que, a exemplo de “Brasil S/A”, também chegou ao circuito comercial recentemente, mas foi realizado dois anos atrás, no início da Copa do Mundo de 2014. Nos três casos, nós estamos diante de imagens concebidas em um passado muito próximo e que hoje, em face dos desdobramentos da crise financeira e institucional do país, servem como comentário ainda mais pungente sobre a nossa realidade. “O Futebol”, de Sérgio Oksman, também se encaixaria nesse espectro.

Eu tive a chance de entrevistar Pedroso para o Cinefonia, na Rádio Inconfidência, e ele falou sobre esse processo de atualização quase que involuntária que “Brasil S/A” sofreu, além de outros aspectos do filme, como a trilha sonora que substitui os diálogos. Abaixo, você lê a conversa na íntegra (já que no programa não tivemos tempo para rodar tudo — transcrição por Raquel Gomes).

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CINEFONIA – Edição #71

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Nesta edição tem a Resenha de Renato Silveira do filme “Esquadrão Suicida“, que reúne um time de supervilões da DC Comics. De quebra, no quadro Perfil, conheça um pouco da história do ator Jared Leto, o novo Coringa do cinema. O jornalista e pesquisador Adilson Marcelino traz ainda a trajetória da atriz Mylla Christie. E não pára por aí. A gente bate um papo com o diretor Marcelo Pedroso, diretor do filme “Brasil S/A“. Tudo sempre no embalo do melhor das trilhas sonoras do cinema brasileiro.

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O Cinefonia é um programa da Rádio Inconfidência. Escute todos os sábados, às 14h no AM 880, às 18h no FM 100,9 ou online. Aqui, ele é disponibilizado toda segunda-feira. Ouça abaixo:

Terror brasileiro, Thom Andersen, cinema na van, “Boyhood árabe” em SP, novo Tornatore em pré-estreia, cinema uruguaio no Rio

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Quem tem medo do terror brasileiro?

"O Diabo Mora Aqui"

“O Diabo Mora Aqui”

Imperdível, a segunda edição da Mostra “Medo e Delírio no Cinema Brasileiro Contemporâneo”, no MIS Cine Santa Tereza. O filme que abriu a programação hoje foi o curta “O Presente de Camila”, do mineiro Ivo Costa, e depois foi a vez do longa “A Casa de Cecília”, da carioca Clarissa Apelt, que apesar de ter sido exibido em festivais, ainda era inédito em Belo Horizonte. Também inéditos são os filmes “O Diabo Mora Aqui”, de Dante Veschio e Rodrigo Gasparini e “Condado Macabro”, de Marcos de Brito e André de Campos Mello.

A curadoria é de Marcelo Miranda, jornalista, crítico de cinema e professor, que reuniu ao todo 16 obras a serem exibidas até domingo, dia 14. Todas elas são produções nacionais recentes e exploram o  terror e o suspense em suas mais variadas formas. Destaque também para “As Fábulas Negras”, longa em episódios que conta com um segmento dirigido pelo mestre José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Acompanham-no na empreitada, dirigindo as demais histórias do filme, Joel Caetano, Petter Baiestorf e Rodrigo Aragão, nome importante  do gênero, que também assina outros dois trabalhos que estão na mostra: “Mangue Negro” e “Revelações de um Cineasta Canibal”.

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TELESCÓPIO: Filmes para ver em agosto no cinema

Café Society (2016)

Antes tarde do que nunca, chegam as sugestões de filmes para você conferir na telona até o final do mês. E já que “Esquadrão Suicida” não vingou, pelo menos restaram outras estreias da primeira semana para serem descobertas.

Os destaques que vêm a seguir incluem “Amor & Amizade”, do cultuado diretor Whit Stillman (“Metropolitan”, “Os Últimos Embalos da Disco”); “Brasil S/A”, novo filme de Marcelo Pedroso (“Pacific”), que aborda a convulsão política e econômica vivida pelo Brasil nos últimos três anos; o policial francês “Conexão Francesa”, com Jean Dujardin (já recomendado no Telescópio de julho, mas que acabou sendo adiado em cima da hora); o bem cotado filme de ação sul-coreano “Um Dia Difícil”; o documentário “Francofonia”, dirigido por ninguém menos que Alexander Sokurov; e, fechando o mês, ainda tem “Café Society”, mais recente trabalho do Woody Allen, que abriu Cannes este ano.

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CINEFONIA – Edição #70

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O Cinefonia é um programa da Rádio Inconfidência. Escute todos os sábados, às 14h no AM 880, às 18h no FM 100,9 ou online. Aqui, ele é disponibilizado toda segunda-feira. Ouça abaixo:

ESQUADRÃO SUICIDA: O tiro que errou o alvo, a risada que nunca veio

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016)

Em determinado momento de “Esquadrão Suicida” (Suicide Squad, 2016, EUA), o grupo de vilões saído das histórias em quadrinhos da DC Comics está reunido em um bar e os personagens apenas conversam, a fim de se conhecerem um pouco mais. Mesmo que breve, esta é a melhor cena do filme dirigido por David Ayer, uma aposta da Warner Bros. e da DC para criar um contraponto aos inúmeros filmes de super-heróis (ou “meta-humanos”) que chegam aos cinemas todos os anos, já há mais de uma década e meia. Seria algo como o que a Fox (e a Marvel) fez com “Deadpool” alguns meses atrás. Porém, o que “Deadpool” tem de “diferente” (aspas porque nem é tão diferente assim), fazendo escárnio com os filmes do gênero, “Esquadrão Suicida” tem do velho “mais do mesmo”. Só que piorado.

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JASON BOURNE prova o quanto Greengrass é bom (mais uma vez)

Jason Bourne (2016)

A franquia “Bourne” poderia ter sido encerrada tranquilamente no terceiro filme, “O Ultimato Bourne“, mas nós sabemos como Hollywood funciona. Fez sucesso? Terá continuação. No caso, duas, mas com propósitos distintos e curiosos.

Enquanto o quarto filme, “O Legado Bourne” (The Bourne Legacy, 2012, EUA), deu prosseguimento à trama sobre o programa secreto de criação de assassinos profissionais da CIA e focalizou em outro agente (interpretado por Jeremy Renner), no que podemos chamar de spin-off, a mais nova entrada da série, “Jason Bourne” (2016, EUA), funciona como uma espécie de resgate do personagem vivido por Matt Damon e, assim, age tanto como sequência para os eventos pós-“Ultimato” quanto como prequel, já que são revelados elementos sobre o passado do personagem, prévios inclusive a quando o conhecemos em “A Identidade Bourne” (que Doug Liman dirigiu com bastante competência, diga-se de passagem).

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Os 10 personagens da franquia Bourne que você não esqueceu

A franquia “Bourne” ganhou a atenção dos apaixonados por ação e espionagem e, agora, com o quinto filme da série, “Jason Bourne“, promete mais uma vez ser marcada pelo sucesso. A série transformou seus personagens em figuras inesquecíveis e, para homenageá-los, criamos uma lista dos 10 principais. Alguns ficaram para trás logo nos primeiros filmes, mas ainda assim, tiveram papel fundamental nessa história de mistério, emoção e suspense. Clique nas imagens e confira:

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