Permitir que a protagonista percorra todo o processo de amadurecimento e transformação com complexidade, prazer e alegria é o que torna “Emilia Perez” um filme tão satisfatório.
No seu trabalho mais maduro como diretor, Sean Baker constrói o tom delicado e arriscado do filme, combinando a abordagem semidocumental de sua câmera e de sua mise-en-scène com o caráter farsesco da trama.
Longa do diretor iraniano Mohammad Rasoulof (“Não Há Mal Algum”) olha para um Irã em transformação, com um regime em franca derrocada, e enxerga na juventude, especialmente feminina, a única força capaz de conduzir o país para o futuro.
Exibido na Semana da Crítica, no 77º Festival de Cannes, longa-metragem do diretor mineiro Marcelo Caetano (“Corpo Elétrico”) tem como ideias centrais a importância do grupo, do coletivo e, em última instância, da família.
Neste podcast, nós analisamos o filme "A Substância", de Coralie Fargeat. Vencedor do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes, o longa estrelado por Demi Moore e Margaret Qualley é um body horror cervical que faz um comentário satírico e ferino sobre a sociedade do espetáculo.
Estrelado por Demi Moore e Margaret Qualley, o segundo longa da diretora Coralie Fargeat ("Vingança") é uma mistura irretocável de body horror e gore com as melhores metáforas que o gênero pode oferecer.
O longa de estreia da diretora Iris Kaltenbäck é uma obra cheia de potência que embarca na psique de uma mulher solitária para narrar uma história sobre tristeza, mentira e o quão longe nossos sentimentos podem nos levar.
Nesta edição do podcast, nós vamos até a Riviera Francesa para saber tudo sobre o 77º Festival de Cannes. O Cinematório participou do evento pela primeira vez, com o crítico Daniel Oliveira credenciado pelo site para fazer a cobertura. Ele nos conta como o festival funciona, comenta o resultado da premiação e diz quais foram seus filmes favoritos.
Reunindo um amontoado de clichês já vistos melhor executados em outras produções, o misto de policial e romance do cineasta Gilles Lellouche já seria difícil de justificar como uma sessão hors concours, mas na competitiva oficial é um verdadeiro constrangimento para o festival.
O cineasta luso Miguel Gomes revisita o imaginário colonial de “Tabu”, inclusive com a mesma fotografia em preto e branco, desta vez colocando inusitadamente atores portugueses interpretando personagens ingleses numa espécie de road movie pelo sudeste e leste asiático no início do século XX.