Pode parecer um “Antes do Amanhecer” chinês, mas não é. “Caught by the tides” é um filme de Jia Zhangke. O que significa que a trama pouco – ou quase nada – importa.
Em “Oh Canada”, a verborragia típica do diretor e roteirista Paul Schrader é falada diretamente para uma câmera em cena. É como se o filme reconhecesse que é só por meio do cinema que o cineasta consegue exorcizar seus demônios.
Selecionado para concorrer à Palma de Ouro no 77º Festival de Cannes, “Kinds of Kindness” é um retorno de Yorgos Lanthimos ao humor bizarro, brutal e devasso do início da sua carreira, só que agora com o orçamento de um “Black Mirror”.
"Trei kilometri pana la capatul lumii", longa do diretor romeno Emanuel Parvu, não é um filme queer ou mesmo gay – e, sim, um drama sobre homofobia. E é ela que ocupa o centro do quadro o tempo todo.
Com o drama coming of age "Bird", a diretora Andrea Arnold mostra mais uma vez sua capacidade de encontrar beleza nos cantos e momentos mais improváveis. O filme é o primeiro grande candidato a prêmios no 77º Festival de Cannes.
Exibido em competição no 77º Festival de Cannes, após décadas sendo realizado por Francis Ford Coppola, "Megalopolis" apresenta falhas e inconsistências de narrativa e encenação, além de parecer completamente desantenado de seu tempo.
Diretor sueco Magnus von Horn subverte expectativas do melodrama clássico em filme baseado num caso real, ambientado no final da década de 1910 com fotografia em preto e branco.
Competindo pela Palma de Ouro, o longa de estreia da cineasta francesa Agathe Riedinger se insere numa tradição de longas que vai de "Aquário" a "Garotas" e o recente "How to Have Sex".
Seguindo a maldição dos tenebrosos filmes de abertura da Croisette, longa dirigido pelo francês Quentin Dupieux ("Yannick") critica produções concebidas e configuradas por algoritmos da Netflix. No elenco, Louis Garrel, Raphael Quënard, Léa Seydoux e Vincent Lindon.